História da ITCP

A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal do Paraná – ITCP/UFPR se caracteriza como um programa de educação, extensão e pesquisa universitária, vinculado à Coordenadoria de Desenvolvimento Social – CDS, órgão subjacente à Pró Reitoria de Extensão e Cultura – PROEC/UFPR.

Concebido em junho de 1998 por um grupo de professores da UFPR que participaram do Seminário Nacional de Divulgação de Incubadoras de Cooperativas promovido pela COPPE / UFRJ. Em julho do mesmo ano, a  Universidade Federal do Paraná e a Universidade Federal do Rio de Janeiro assinaram  o Termo de Cooperação Técnica si.

Posteriormente, a equipe de docentes e técnicos administrativos da UFPR, participaram de um processo de formação com o objetivo de estruturar a ITCP/UFPR considerando os mesmos princípios metodológicos propostos e aplicados pela ITCP/UFRJ. Em 22 de março de 1999 a ITCP/UFPR foi institucionalizada como um Programa de Extensão Universitária vinculado à Coordenadoria de Apoio à Cidadania com a missão de gerar trabalho e renda para grupos de trabalhadores e suas famílias.

O processo de institucionalização permitiu que a ITCP/UFPR iniciasse a organização de grupos de apoiadores, associada à articulação de políticas para o fomento de suas atividades. Dentro de uma atmosfera promissora a instituição apresenta o Case da Cooperativa de Beneficiamento de Pescados de Antonina – COPERATIVA SERRAMAR em um evento promovido pela Universidade de Sherbrooke – Canadá e passa a integrar a Rede Interuniversitária das Américas para Estudos Cooperativos e Associativos.

A ampliação do campo de articulação e pesquisa exigiu um aprofundamento teórico em relação a perspectiva de atuação da ITCP, em especial no que se referia aos aspectos legais dos empreendimentos incubados. Com o objetivo de atender a essa demanda, em julho de 2000 foi aprovada uma área de concentração em Direito Cooperativo e Cidadania junto ao Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPR, originando em 2001 o Núcleo de Direito Cooperativo e Cidadania.

A possibilidade de aprofundar no plano teórico as questões decorrentes da extensão universitária permitiu a ampliação e qualificação de estudos comprometidos com a afirmação da cidadania em movimentos sociais, sindicatos, associações de moradores e outras formas de organizações coletivas. Por meio da economia solidária, do cooperativismo e de outras formas de autogestão, essas organizações, em parceria com a ITCP/UFPR, buscam a constituição de espaços de reflexão e articulação que permitam a superação dos problemas decorrentes da exclusão social, precarização das relações de trabalho e escassez da renda.

Neste sentido, a ITCP constituída como programa, estreitou a atuação da Universidade em relação aos movimentos sociais e organizações comunitárias e passou a atuar em conjunto com o Governo do Estado do Paraná e diversos municípios.

Atualmente, a ITCP/UFPR trabalha com o objetivo de oferecer apoio e orientação técnica e científica, no processo de consolidação e organização de grupos populares e empreendimentos cooperativos ou associativos de pequeno porte, envolvendo o trabalho de técnicos, professores orientadores e alunos bolsistas em nível de graduação, mestrado e doutorado. Como consequência desse panorama, a proposta metodológica de atuação da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – ITCP/UFPR permanece amparada nos eixos do ensino, da pesquisa e da extensão universitária.

No que diz respeito a extensão, a ITCP atua em comunidades e empreendimentos através de processos de formação em gestão, organização, educação, cidadania entre outras demandas apresentadas pelos empreendimentos, pautados pelos princípios do cooperativismo, associativismo e economia solidária, ampliando o foco para as famílias dos beneficiários, suas propriedades e a comunidade na qual estão inseridos.

Como objetivo, destaca-se especialmente apoiar a formação de cooperativas populares, associações e comunidades em municípios de Curitiba, região metropolitana e litoral paranaense, buscando prepará-los para atuarem como protagonistas do processo de desenvolvimento, através de processos como:

Inserção no mercado de trabalho, através da geração de trabalho, renda e cidadania;
Consolidação dos empreendimentos existentes;
Habilitar as comunidades, por meio de suas cooperativas e/ou associações, a operar com eficácia econômica, social e ambiental oferecendo produtos e serviços de qualidade;
Ministrar cursos de qualificação, capacitação profissional e formação de recursos humanos para empreendedores cooperativos;
Promover encontros e seminários entre cooperativas incubadas, incubadoras e parceiros para estabelecimento de relações comerciais, e de parcerias em ações de objetivos comuns;
Desenvolver projeto para capacitação do processo produtivo dando a essas o acesso a formas inovadoras de gestão e produção;
Desenvolvimento de pesquisas científicas sobre o cooperativismo e formas de Economia Solidária, em termos sociais, políticos, econômicos, jurídicos e técnicos;
Trabalhar na comunidade e na apropriação do processo de desenvolvimento em todas as suas dimensões.